Em resposta aos ataques violentos durante os protestos que ocorrem em Belarus, a UE (União Europeia) informou nessa segunda (17) que já convocou uma reunião e trabalha em sanções contra o país.
Em comunicado, a UE cita que os envolvidos nos atos de violência, repressão de protestos pacíficos e falsificação de resultados eleitorais serão responsabilizados.
O documento foi emitido no mesmo dia em que o presidente reeleito pela sexta vez, Aleksander Lukashenko, foi recebido com vaias e pedidos de renúncia em uma fábrica local.
De acordo com a Reuters, ele afirmou aos trabalhadores de uma das grandes plantas fabris estatais do país que vai submeter alterações e entregar os seus poderes constitucionais – mas não sob a pressão das ruas.
“Sim, eu não sou um santo. Vocês conhecem o meu lado severo. Eu não sou eterno, mas se vocês arrastarem o primeiro presidente, arrastarão os países vizinhos e todo o resto”, afirmou ele.
Em seguida, Lukashenko ofereceu-se para mudar a Constituição. “Já realizamos eleições. Até vocês me matarem, não haverão outras”, pontuou. As pessoas podem realizar eleições parlamentares e presidenciais após o referendo se for o que desejarem, completou ele.
No domingo (16), Belarus viveu o maior protesto de sua história pós-soviética. Centenas de milhares foram às ruas para participar da Marcha da Liberdade.
O objetivo pedir a libertação das todas as pessoas detidas ilegalmente, julgamento da brutalidade policial e novas eleições presidenciais.
A onda de protestos se intensificou desde a prisão do então oponente eleitoral de Lukashenko, Sergei Tikhanovsky. Na semana passada, a sua esposa e candidata derrotada, Svetlana Tikhanovskaya, deixou o país por medo de perseguição e está na Lituânia.
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