Com o novo surto de Covid-19, o governo da Suécia instituiu, pela primeira vez, medidas rigorosas para controlar o contágio no país. As medidas atingem 70% da população sueca, de 10 milhões de habitantes.
Desde terça (3), sete das 21 regiões da Suécia devem evitar o contato físico externo, aglomerações e migrar para o trabalho remoto, se possível.
Este é o primeiro pacote de restrições imposto pela Suécia desde o início da pandemia. O governo sueco foi um dos poucos na Europa a não adotar as medidas de distanciamento para evitar a propagação do vírus.
Não há qualquer evidência sobre uma possível “imunidade coletiva”, como defendeu o governo em Estocolmo no início do ano.
Em comparação com os países nórdicos, o país possui o maior número de mortes pelo vírus: enquanto a Noruega possui 282, a Finlândia soma 361 óbitos confirmados.
Em entrevista à Bloomberg, nesta terça (3), o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, afirmou que a chegada do inverno, em dezembro, gera preocupação extra. “Todos devem seguir as recomendações”, disse.
Explosão de casos
A Suécia viu o número de casos diários saltarem de 500 para mais de quatro mil em cinco dias, entre 25 e 30 de outubro. De acordo com o levantamento diário da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, o país soma pouco mais de 141,7 mil casos e mais de seis mil mortes pelo novo coronavírus, até esta quinta-feira (5).
A queda das temperaturas na Europa é um dos principais motivos da o início da nova onda de contágio pelo vírus no continente. Os países mais afetados, como França e Espanha, tentam gerenciar a explosão de casos.
Com mais de um milhão de infectados, as duas nações alcançaram, respectivamente, o quinto e sexto lugar no índice de países com maior número de contaminações desde a metade de outubro.
Só no dia 25, a França registrou mais de 52 mil casos novos em 24 horas. O pico da Espanha foi no dia 30, com 25,5 mil contaminações notificadas.
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