Um estudo lançado pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), na terça (1), mostra que um menor desperdício de alimentos e maior consumo de produtos vegetais é crucial para diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
A decomposição de alimentos perdidos corresponde a 8% de toda a emissão de gases de efeito estufa, informou a pesquisa. A redução pouparia a atmosfera de receber 4,5 gigatoneladas de CO2 por ano.
Já a transição para dietas com uma maior proporção de alimentos vegetais pode evitar a emissão anual de até 8 gigatoneladas de dióxido de carbono, aponta o estudo. A redução está ligada ao gás metano na pecuária, contido em dejetos dos bovinos, fertilizantes, queimadas e desmatamento.
O estudo também pontua que mais de um terço das emissões de gases vem dos sistemas alimentares, desde a produção, processamento, distribuição, preparação e consumo.
Alimentação como política pública
De acordo com a pesquisa, o desperdício de alimentos e a redução de carne animal são ignorados por formuladores de políticas públicas em grande parte do mundo. Ao integrá-los, no entanto, os Estados poderão registrar fortes ganhos em sustentabilidade e preservação do meio ambiente.
Até o final de 2020, gestores públicos de 196 países deverão reenviar as suas Contribuições Nacionalmente Determinadas para reduzir as emissões nacionais de CO2. O compromisso faz parte do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, ratificado em 2015.
A expectativa é que ações sobre a cadeia alimentícia estejam inseridas nos planos atualizados dos países. Todos tem o compromisso de atingir as metas climáticas e limitar o aquecimento global em 1,5ºC nos próximos anos.
“Sem [as medidas] não podemos alcançar nossos objetivos de clima ou biodiversidade, que são a base para uma segurança alimentar e prevenção de doenças”, disse o diretor geral da WWF (Fundo Mundial pelo Meio Ambiente, em inglês), Marco Lamberini.
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